sexta-feira, 24 de março de 2023

CARMELINA SALERNO E LUIZ NOCCIOLINI


 CARMELINA SALERNO, nasceu em 02 de setembro de 1907 na cidade de Una, hoje Ibiúna, SP. filha de VINCENZO SALERNO, nascido em SERRA SAN BRUNNO, província de Catanzaro região da Calábria, de de ANTONIA MARSICANO, nascida em SAN GIOVANNI A PIRO, província de Salerno, região da Campânia. (ambos italianos)

 LUIZ NOCCIOLINI nasceu no dia 11 de setembro de 1.910, na Vila Conde de Sarzedas número 4 bairro da Liberdade São Paulo. Era filho de LUIGI NOCCIOLINI, nascido na cidade de AREZZO e ASSUNTA BISACCIONI também da cidade de AREZZO, (ambos italianos). Carmelina e Luiz casaram no dia 16 de janeiro de 1.937 no cartório da Liberdade na rua Barão de Iguape número 58. O casamento religioso se deu na casa do pai do noivo na Travessa dos Estudantes que é travessa da rua dos Estudantes, isto é as duas  e com o mesmo nome e ficcam no bairro da Liberdade. (a casa não existe mais, foi demolida juntamente com outras casas para passar uma avenida a leste oeste). Restaram muito poucas casas na mencionada vila. Meus pais após o casamento ficaram morando nessa mesma casa da travessa dos Estudantes e como já disse alí morava o meu avô Luigi Nocciolini, pai de meu pai como também meu tio Brunno que era solteiro com idade de 43 anos e irmão mais velho de meu pai. Tio Brunno era italiano e veio com apenas 1 ano da Italia e nasceu na cidade de Arezzo na Toscana.  - Havia um outro filho de meu avô e se chamava Romeu Nocciolini. Este também quando meus pais se casaram era solteiro e estava com 29 anos de idade mas não sei se ele morava com eles nesse endereço.


Essa casa em que eles moravam era de aluguel e não sei quem era o responsavel pelo aluguel se era o meu avô ou o genro dele o Euclides Bachiega casado com a irmã de meu pai e se chamava Júlia Nocciolini. O casal tinham 2 filhos a Yolanda e o Gregório, ambos menores de idade. Nessa época a Yolanda tinha um pouco mais de 6 anos de idade e o Gregório bem menos. Obs. Na ocasião do matrimônio de meus pais, o casal Euclídes e Julia e os filhos já moravam nesse endereço da Vila dos Estudantes com meu avô. 

Luiz e Carmelina tiveram os filhos Ernani Nocciolini e Ademar Nocciolini. CARMELINA SALERNO FALECEU EM; 28 de dezembro de 1.955 na rua Caiambé, Ipiranga. LUIZ NOCCIOLINI FALECEU EM; 06 de outubro de 1.996 no Hospital da Amico rua Azevedo de Macedo Vila Mariana.

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MARIA BENEDICTA SALERNO


 Nasceu em 28 de outubro de 1.905 MARIA BENEDICTA SALERNO na cidade de Una, hoje Ibiúna, Estado de São Paulo.

 Era filha de VINCENZO SALERNO, natural de Serra San Brunno província de Catanzaro região da Calábria e de ANTONIA MARSICANO, natural da cidade de Scario província de Salerno, região da Campânia. MARIA BENEDICTA, casou com THOMAZ GEORGE STEAGALL em 08 de outubro de 1.924 na cidade de Ibiuna Estado de São Paulo. THOMAZ GEORGE STEAGALL nasceu na cidade de Santa Barbara do Oeste SP. no dia 28 de novembro de 1.897. Era filho de THOMAZ HENRI STEAGALL E LULLA LOUISE DEMARET. O casal tiveram os seguintes filhos: Délia, Zeid, Ede, Iza, Ton, Jorge Ledell, Ismara, João Vicente, Tadeu Demaret e Roberto Rolston. MARIA BENEDICTA faleceu em 05 de agosto de 1.991 em São Paulo. Está sepultada no cemitério região de Sto Amaro. São Paulo. TOMAZ GEORGE STEAGALL faleceu em 30 de novembro de 1.981 Está sepultado no cemitério do Araçá. São Paulo.

MARIA BENEDICTA TINHA OS SEGUINTES IRMÃOS:

SALVADOR, MARIA CATARINA, BRAZILINA, DEOLINDA, ANGELINA, NICOLAU, ERNESTINA CARMELINA E MARIA ANNUNZIATA.

DEOLINDA SALERNO


 DEOLINDA nasceu na cidade de Ibiuna, Estado de São Paulo, no dia 15 de Novembro

 de 1.897. DEOLINDA era filha de VINCENZO SALERNO, italiano nascido lá EM em Serra San Brunno província de Catanzaro, região da Calábria, nascido no dia 02 de agosto de 1.865 e de ANTONIA MARSICANO, também italiana nascida em San Giovanni a Piro, província de Salerno, região da Campania e nascida no dia 03 de agosto de 1.867 DEOLINDA casou com JOSÉ BOCCATO, filho de Antonio Boccato e Elisa Marchi no dia 24 de julho de 1.917 e ficaram residindo na cidade de São Roque Estado de São Paulo e a residência foi a casa dos pais do marido onde havia uma gráfica da cidade chamada "DEMOCRATA". O casal tiveram tres filhos: Yone, Willian, e Wilson Boccato YONE BOCCATO nasceu em: 11 de agosto de 1918 - em São Roque, sp. casou com Rodolfo Arthur Salvetti. WILLIAN BOCCATO nasceu em: 20 de setembro de 1.920 em São Roque, sp. casou com Dirce Martins Oliveira. WILSON BOCCATO nasceu em: ..................... São Roque, sp e casou com Balbina Ayres. Deolinda lá pelos meios dos anos de 1.930 separou-se do marido e nunca mais voltou a conviver com ele. A Yone ficou morando com os avós paternos até o dia em que se casou com Rodolfo Salvetti. Os dois meninos Willian e Wilson também ficaram uns tempos com os avós paternos em São Roque e depois vieram ter com a mãe aqui em São Paulo, que após a separação foi se abrigar com as irmãs ainda solteiras e um dos irmãos também solteiro e que moravam em uma vila, "Vila Bonanatto", na rua Tenente Azevedo 161 casa 7 . Alí Deolinda foi aprender a fazer chapéus com uma senhora chapeleira dona Rafaela e que todos a chamavam por dona Lulu e que morava na rua Conselheiro Furtado 1.132. O marido dessa senhora se chamava José e a mãe dela Antonieta. Deolinda também foi trabalhar de corretora e vendia apolices de uma construtora que ficava na rua Alvares Penteado número 180 6º andar sala 606. - Ela sempre me dizia que ofereceram um posto melhor dentro daquela firma, mas como ela não tinha muito estudo então perdeu a oportunidade. Dessa vila da rua Tenente Azevedo, Deolinda e o filho Willian foram morar na rua Marques de Paranaguá no bairro do Bixiga com uma de suas irmãs chamada Brazilina Salerno e que era casada com Raymundo Santiago e que tinham 2 filhas Vicentina e Darcy e 3 filhos homens, Orlando, Dario e Jaime, todos estes já mocinhos. Daí então quando a Yone se casou convidou a mãe para ir morar com ela em São Roque. A Yone também morava com a sogra viuva e que se chamava dona Rosa. Uma bondade de pessoa essa dona Rosa. Eu a conheci era uma doçura e prazer conversar com ela. A casa da dona Rosa ficava na rua Sete de Setembro número 107. Ela possuia um armazém onde vendiam desde cereais e outros produtos que hoje vendem em supermercados. Nessa ocasião ela ficava no armazém, mas quem comandava tudo era o filho Rodolfo e a Yone. E foi nessa casa que a Deolinda foi morar lá pelos anos de 1942 e ficou assumindo a cozinha. Lógico que as vezes dava umas viajadas aqui em São Paulo visitar as irmãs e muitas vezes trazer as netas Helena e Heloiza em médicos homeopatas, o Dr. Brikman, dr. Multinho Nobre e no Seabra que davam consultas grátis. DEOLINDA SALERNO FALECEU EM SÃO ROQUE, SP. NA RUA 15 DE NOVEMBRO NÚMERO 87, RESIDÊNCIA DA FILHA YONE BOCCATO SALVETTI NO DIA 07 DE FEVEREIRO DE 1.998.

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

FOTO ANTIGA DE MUSICOS - NA FOTO NICOLAU SALERNO

 

ESTA É UMA FOTO MUITO ANTIGA DE ALGUNS MÚSICOS E QUE TALVEZ PERTENCIA ALGUM GRUPO DE MÚSICOS AQUI DA CAPITAL DE SÃO PAULO. 

ESTÁ ENTRE ESSES MÚSICOS MEU TIO NICOLAU SALERNO (EM PÉ COM TERNO BRANO E COM PISTON NA MÃO). 

ELE ERA MÚSICO PROFISSIONAL E TOCAVA EM BAILES AQUI NA CAPITAL DE SÃO PAULO NAS DÉCADAS DE 1930 E 1940 UM DOS LUGARES QUE OUVIA DIZER QUE ELE TOCAVA ERA NO CIRCO DO NINNO NELLO.

NICOLAU SALERNO ERA IRMÃO DE MINHA MÃE CARMELINA SALERNO. 

FOI CASADO COM WALDOMIRA ALBA SALERNO E TINHA UMA FILHA CHAMADA MARIA ADELIA ALBA SALERNO, TODOS JÁ FALECIDOS.  

NICOLAU SALERNO ERA NASCIDO EM 04 DE JULHO DE 1901 NA CIDADE DE IBIUNA, ESTADO DE SÃO PAULO.   

FALECEU EM 28 DE MAIO DE 1948 EM SÃO PAULO E NESSA OCASIÃO A SUA FILHA TINHA APENAS 2 ANOS DE IDADE.

Relados de Nicolau Salerno feito por seu sobrinho Ernani Nocciolini 24-fevereiro de 2.023


ANTONIA IELPO ESPOSA DE CARMINE MARSICANO - FATALIDADES


 Esta senhora da foto com as três crianças se chamava Antônia Ielpo era casada com Carmine Marsicano irmão de minha avó materna Antônia Marsicano. 

O casal veio para o Brasil e Carmine se estabeleceu como comerciante no Estado da Paraíba, na capital que naquele tempo também se chamava Paraíba, hoje João Pessoa.

Naquele Estado nasceram os dois primeiros filhos a Angela (mais chamada de Angelina) e o Nicola (mais chamado de Nicolino). 

Alguns tempos depois o casal voltou a Itália novamente, isto porque o Carmine foi até lá para vender uma de suas propriedades e em 07 de abril de 1.909 na cidade do Scario, província de Salerno, nasceu a terceira filha a Annina (mais chamada de Nanina) e é esta que está no colo da mãe. 

Porém voltaram novamente para o Brasil e Carmine resolveu morar na cidade de Una Estado de São Paulo, hoje Ibiuna sp. onde lá morava sua irmã Antônia Marsicano  e cunhado Vincenzo Salerno. 

Nesse interim a esposa de Carmino se encontrava grávida novamente e creio que próximo de dar a luz. 

Para chegar até Ibiúna tinha que ir de trem até a cidade de São Roque e de lá pegar um trole tocado a cavalos, pois não havia estrada de rodagem.  

Foi o que fizeram pegaram um trole, mas no caminho os cavalos se assustaram com alguma coisa e o homem que dirigia o trole parece que estava embriagado e houve um acidente o trole virou e a gestante ficou muito assustada. Não sei se ela se feriu. 

Segundo o que contavam depois de uns dias ela abortou a criança e em seguida teve a febre puerperal e em 08 de junho de 1.911 morreu na cidade de Ibiúna, deixando o Carmine viúvo com os três filhos.  

CARMINE MARSICANO NASCEU EM 21 DE JUNHO DE 1.874

FALECEU EM BARRA DO PIRAÍ - RJ.                            1964

NASCEU NA CIDADE DE SAN GIOVVANI A PIRO - SALERNO REGIÃO DA CAMPÂNIA.  ITÁLIA


ANTONIA IELPO, NASCEU EM:09 DE JULHO DE 1.876

FALECEU EM IBIUNA, SP. EM: 08 DE JUNHO DE 1.911

NASCEU NA CIDADE DE LAURIA, PROVÍCIA DE POTENZA - ITÁLIA


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023



 

 

VINCENZO SALERNO IMIGRANTE CALABRES e ESPOSA ANTONIA MARSICANO

Vincenzo ou Vicente Salerno era meu avô materno, casado com Antônia Marsicano. Eram os pais de minha mãe Carmelina Salerno. Meu avô era nascido em Serra San Brunno, província de Catanzaro região da Calábria, Itália. A esposa dele Antônia Marsicano era nascida em San Giovanni a Piro, província de Salerno Itália. Eram imigrantes italianos e se estabeleceram no interior de São Paulo na cidade de Ibiúna nos finais do século 19. Tiveram 10 (filhos) nove brasileiros e apenas uma italiana. O nome dos filhos eram: Salvador, Maria Catarina (italiana), Brazilina, Deolinda, Angelina, Nicolau, Ernestina, Maria Benedicta, Carmelina e Maria Annunciata. Meu avô além de trabalhar na lavoura, com muito sacrifício montou um armazém no centro da cidade de Ibiuna e que naqueles tempos chamavam armazém de secos e molhados. Vendia de tudo, além de cereais vendia também xampus, sapatos etc. Apesar dos negócios irem bem, mas tendo algumas decepções meu avô pretendia voltar novamente para a Itália e como tinha tomado isto como definitivo, vendeu a casa onde funcionava o armazém. Não demorou muito mas talvez foi muito pouco tempo ele ficou muito doente e no dia 22 de julho de 1916 veio falecer deixando minha avó viúva e com 6 filhos ainda menores, alguns com muita pouca idade. - A Angelina com 17 anos, Nicolau com 15 anos Ernestina com 12 anos, Maria Benedicta com 11 anos, minha mãe Carmelina com 9 anos e outra minha tia a Maria Annunciata com 7 anos. Foi um golpe muito grande para minha avó e devido ela ser analfabeta e os filhos não saberem tocar os negócios acabaram perdendo tudo. Tiveram que se mudar da casa onde estava instalado o armazém, pois a casa não era mais dela. A mudança teve que ser as pressas porque o novo dono queria a casa e nada fazia ele mudar de ideia e que a situação agora dela era diferente e muito difícil de resolver. Nada do que era dito o novo dono não aceitava e queria a casa. Isto quem contava eram minhas tias irmãs de minha mãe filhas de minha avó Antônia Marsicano. Segundo o que me foi dito uma ocasião pela minha tia Maria Annunciata, eles fizeram a mudança levando muitas coisas na mão para uma outra casa para instalar o novo armazém que alugaram e era na saída de Ibiúna início da estrada para Piedade. Essa casa era um pouco distante do centro de Ibiúna bem diferente da outra casa e do armazém que era no Largo Marechal Deodoro bem ao lado da igreja católica da cidade. Como disse no início, devido a falta de sabedoria para negócio tanto da Antônia minha avó (analfabeta) como dos filhos nada prosperava. Depois de algum tempo vendo que nada prosperava resolveram se mudar para Votorantim, cidade próxima de Sorocaba, sp.  onde minha mãe a irmã dela Maria Annunciata o irmão Nicolau e Salvador se empregaram na fábrica do Pereira Inácio. Apesar de terem moradia com um aluguel barato por conta da fábrica,  não ficaram lá e a minha avó veio para São Paulo a convite da filha mais velha a Catarina e a outra filha Ernestina que estavam empregadas na rua do Arouche numa oficina de alta costura que elas chamavam de "Casa Inglesa". Nesta ocasião Catarina e Ernestina desde que vieram para São Paulo estavam morando com a irmã Deolinda que era casada com José Boccato. O José Boccato trabalhava de motorista particular da Baronesa de Limeira.   Minha avó então atendeu o convite da filha mais velha e então veio para São Paulo juntamente com os filhos solteiros: Angelina, Nicolau, minha mãe Carmelina e a minha tia Maria Annunciata. Obs. A Maria Benedicta também não veio já estava a pouco tempo casada desde outubro de 1924 com Thomaz George Steagall e morava em Ibiúna. Havia uma outra filha chamada Brazilina, casada com Raymundo Santiago esta também residia em Ibiuna. Um outro filho o mais velho o Salvador não quis vir e ficou lá por Ibiúna. - Aqui as coisas não foram fáceis e minha avó veio falecer em abril de 1927  com 59 anos de idade na rua Senador Felício dos Santos, bairro Liberdade. Havia um dinheiro que o Vincenzo Salerno depositava na Itália. Minha avó ficou sempre na expectativa de receber esse dinheiro e assim sair do sufoco. Morreu e não conseguiu ter posse dele. Só alguns anos depois os  filhos receberam e que deu uns 3 contos de réis para cada um. Isso acho que nos anos 1930 ou 1932. 

- Minha tia Catarina sempre contava que a irmã dela Maria Benedita Salerno casou em 8 de outubro de 1.924 com Thomaz George Steagall e no dia seguinte ela e a irmã Ernestina vieram para se empregar em São Paulo.  - Como já contei elas vieram morar com a irmã Deolinda e o marido desta José Boccato mais chamado de Beppe.   - Assim que elas receberam o primeiro salário o cunhado estipulou uma quantia em dinheiro que elas teriam que dar nas despesas da casa. E ficou acertado o seguinte: Catarina como ganhava um pouco mais que a Ernestina daria a metade do salário. A Ernestina como ganhava bem menos que a outra teria que dar todo o salário.  - A madame dona da loja em que elas trabalhavam era de uma exigência sem tamanho.  Se a costura saia um pouquinho desigual ela mandava desmanchar e refazer tudo. A Ernestina era bordadeira e se o bordado se não estava do agrado dela era todo desmanchado e refeito tudo novamente. - Com tudo isso o salário era pouquíssimo. 


Obs. Após alguns anos a Brazilina e Raymundo Santiago com os filhos, Orlando, Dário, Vicentina, Darcy e Jaime  também vieram morar em São Paulo.



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

FAMÍLIA NOCCIOLINI NO BRASIL


Meu avô paterno chamava-se Luigi Cammillo Nocciolini e minha avó paterna Assunta Maddalena Maria Bisaccioni. Ambos eram nascidos na cidade de Arezzo, região da Toscana, meu avô nascido no dia 15 de setembro de 1.861 e minha avó no dia 11 de dezembro de 1.865 e também batizados na mesma paróquia a de S. Michele na cidade de Arezzo. Se casaram no cartório dessa mesma cidade no dia 23 de novembro de 1.893 e como os nomes Cammillo e Maddalena Maria eram nomes de batismo no catolicismo, após o casamento oficial na comuna de Arezzo, meu avô ficou apenas com o nome Luigi Nocciolini e minha avó Assunta Bisaccioni. Meu avô era filho de Adamo Nocciolini e Orsola Porcellotti e minha avó filha de Antonio Bisaccioni e Giuditta Conti. No dia 05 de agosto de 1.895 como consta no carimbo do passaporte, vieram para o Brasil como imigrantes e com um filho de 1 ano com o nome Bruno. Partiram da Itália em um navio com o nome MARANHÃO que saiu de uma região da Ligúria e a data de chegada não se sabe precisamente, mas deram entrada na Hospedaria dos Imigrantes da rua Visconde de Parnaíba, 1.316 bairro do Brás – São Paulo, no dia 7 de setembro de 1.895. “LIVRO DE MATRÍCULA DA HOSPEDARIA DE S.PAULO 51/20 – do acervo documental do CENTRO HISTÓRICO DO IMIGRANTE. Meus avós tiveram 7 filhos: Bruno (de nacionalidade italiana) e brasileiros com os nomes de: Antonio, Hugo, Romeu, Luiz, Julia e Olga. (Luiz era meu pai). Quando meu avô chegou ao Brasil segundo contava minha tia Olga, era para ele ter ido para o interior do Estado de S.Paulo, talvez para o trabalho na lavoura como muitos imigrantes que na época também vieram ao Brasil a procura de um ideal. Tendo meu avô a profissão de sapateiro e também sabia fazer calçados a mão, deixaram ele ficar aqui na capital que naquela época precisavam muito dessas profissões como a de muitas outras. Morou muito tempo na antiga Vila Sarzedas que hoje não existe mais. ( dizem que vai ser um novo fórum no local). Essa vila , era uma Trav. da rua Conde de Sarzedas próximo a Pça. João Mendes. A sapataria era uma pequena sala nessa mesma rua quase esquina com a rua Dr. Tomás de Lima antiga rua Bonita. Em abril do ano de 1921 minha avó faleceu e o enterro saiu ali da própria Vila Sarzedas. Meu pai contava que nessa época ele tinha 10 anos e muitas vezes ficava cuidando da mãe doente. Recordava o enterro da mãe e que o caixão foi levado em uma carroça funerária puxada por cavalos pretos e com penachos da mesma cor até o cemitério do Araçá. - Meu avô nunca mais se casou e segundo relatou meu pai, quando era dia de finados meu avô e os filhos iam até o cemitério, iam também várias famílias de descendência italiana e passavam o dia lá. Muitos levavam comida parecia um pic-nic Voltavam no final da tarde. Trabalhavam juntos no conserto de calçados meu avô e o filho mais velho o Bruno. Na Vila Conde de Sarzedas as famílias eram todas muito conhecidas uma das outras e como meu avô, também existiam muitos italianos que vieram na mesma época para o Brasil. Me lembro de ouvir eles falarem da família Corazza, Coppola e também um tal de Bombonatto ou Bombonatti que meu tio Bruno sempre mencionava e que com certeza foram amigos.. Alí também morava a família Piola e um deles o Julio, casou-se com minha tia Olga. Mais tarde meu avô mudou-se Dalí para a travessa dos Estudantes que fica na rua com o mesmo nome e próximo a Rua Conselheiro Furtado. Alí foi o casamento de minha mãe e meu pai no dia 16 de janeiro de 1.937. Minha mãe também filha de italianos, pertencia a família Salerno, sul da Itália. Essa vila perdeu muitas casas que foram demolidas para construção de uma avenida que vai para a zona leste. Após algum tempo meu avô se mudou para a rua da Glória, 135 próximo de um estúdio fotográfico, a saudosa “FOTO TUCCI” uma casa antiga e pequena próximo à rua Conde do Pinhal. Ali muitas famílias antigas de São Paulo e dos bairros Liberdade, Aclimação, Cambuci etc. fizeram fotos de Casamentos, batizados, primeira comunhão e outros mais. Eu mesmo tenho uma foto que foi tirada no Tucci no dia em que fui batizado na igreja de S, Joaquim no Cambuci. Meus padrinhos eram também descendentes de italianos o Sr Raphael Corona e Anna Maximino.. Termino aqui este relato familiar mas tenho gravado em minha mente muitas reminiscência que lembro ter acontecido durante todos estes anos em que se passaram e se houver oportunidade, espero relatar em outra ocasião. Atenciosamente, Ernani Nocciolini, São Paulo SP. - Brasil

Dando continuidade e novos fatos que vieram na lembrança.

- Meu avô paterno Luigi Nocciolini morou também na rua Silveira da Mota no bairro do Cambuci próximo a rua Luiz Gama. 
Dizia um de meus primos o Antonio Nocciolini Filho o Antoninho, que o local era de muitas enchentes e que ele e uma de nossas tias a Olga, para que meu avô e o filho dele o Brunno não atravesassem nas águas da enchente quando iam ou voltavam do trabalho então tia e sobrinho colocavam várias cadeiras para que eles passassem sem molhar os sapatos e as calças. Ambos, pai e filho tinham uma oficina de conserto de calçados na rua Conde de Sarzedas um pouco mais abaixo onde existe o famoso castelinho.
-  No início já mencionei que meu avô residiu na rua da Glória, 135. Nesse endereço ele morava com uma de suas filhas a Julia casada com Euclydes Bacchiega e que possuiam um casal de filhos a Yolanda e o Gregório. Em companhia de meu avô também morava nesse mesmo endereço o filho dele mais velho, solteiro  e também de nacionalidade italiano  da cidade de Arezzo o Brunno.
- Essa casa da rua da Glória era muito antiga e nos compartimentos da frente morava também uma senhora engomadeira a dona Debora e o senhor João. 
- Havia uma sala na frente dando para a rua e ali ela engomava as camisas dos fregueses. Nos compartimentos dos fundos moravam meus tios primos e avô.
- Dali da rua da Gloria meus tios resolveram se mudar e meu avô e tio Brunno também foram com eles. Alugaram uma casa no bairro da Casa Verde e que ficava na Estrada da Casa Verde número 2.259. (hoje é avenida casa verde). A estrada era toda de terra e lá de cima dava para se ver o Campo de Marte e os aviões pousarem. Proximo desse local havia um clube o Ax de Ouro.  Isto lá pelos anos de 44 mais ou menos. Quando se descia do bonde e para chegar nesse endereço, tinha que subir um morro sem calçamento e cheio de curvas e chamavam de Morro do "S". 
- Meu avô nessa época já devia estar nos 84 anos e segundo o que ouvia contar era que ele tinha um costume de após o almoço ir quase sempre na casa dos familiares do Euclydes seu genro a fim de um bate papo. 
- Acontece que numa dessas suas saídas talvez até na própria estrada da Casa Verde, ele sofreu um serio atropelamento e houve fraturas  inclusive a coluna foi fraturada deixando-o impossibilitado de andar.
- Quem cuidava dele após seu restabelecimento de vários dias internado na Santa Casa de São Paulo era sua filha a Julia, mas por infelicidade esta veio ficar gravemente enferma com problemas renais nos inícios de 1947 e devido uma uremia foi internada no Hospital Samaritano na rua Conselheiro Brotero, mas no dia 31 de março ela faleceu.
- Devido tal fatalidade meu avô foi morar com uma outra filha no bairro da Penha na rua Betari 340 a Olga e o marido Romano Julio Piola que tinham os filhos Neide e Roberto. 
- Alí meu avô ficou até os fins de seus dias até falecer em 28 de março de 1.950.

Ernani Nocciolini, 18 janeiro, 2.024

UM PEQUENO HISTÓRICO SOBRE ASSUNTA BISACCIONI  ESPOSA DE LUIGI NOCCIOLINI. (AVÓS PATERNOS DE ERNANI NOCCIOLINI)

ASSUNTA BISACCIONI ERA FILHA DE ANTONIO BISACCIONI E GIUDITTA CONTI, 

ANTONIO BISACCIONI meu bisavô paterno nasceu em 1830 e faleceu em 1870. - De acordo com o que aparece no familysearch o Antonio Bisaccioni casou em primeiras núpcias com Luisa Vanni ou Vangoni nascida em 1832 e falecida em 1857 - G7P7 LSS e tiveram 1 (um) filho Domenico ou Domenica nascida 1856 faleceu 1857 justamente o ano que também morreu sua mãe a Luisa Vani ou Vangoni deixando o Antonio Bisaccioni viuvo. -G7P7 -BZQ De acordo com dados do family, Antonio Bisaccioni casou a segunda vez em 10 junho 1.858 em Arezzo-Arezzo, Toscana Itália S.Eugenia al Bagnoro com a minha bisavó paterna GIUDITTA CONTI.
Tiveram a primeira filha Luisa Bisaccioni 1.859 e faleceu 1.863 -G7GQ -KZL - Tiveram a 2a. filha Luisa Maria Bisaccioni e faleceu em 1.864 - G7GQ - 5RZ. - A 3a. terceira filha foi a (minha avó paterna) ASSUNTA MADDALENA MARIA BISACCIONI, nasc. em 11 de dezembro de 1.865
( acredita-se que logo após o nascimento da Assunta Maddalena Maria a mãe Giuddita Conti morreu e 5 anos após o pai também faleceu) e assim ela foi criada por outros familiares. - De acordo as datas a Assunta tinha 5 anos quando ficou orfã de pai e mãe.
Minha avó Assunta veio falecer no Brasil em 22 de abril de 1921 já casada com meu avô Luigi Cammilo Nocciolini ou Luigi Nocciolini. LDXV -MSY. - faleceu com 55 anos deixando o meu avô viuvo e com 7 filhos. - Brunno 26 anos, Antonio 23, Hugo 21, Julia 17, Romeu 14, Luiz, 10 e Olga 9
Nota para lembrar: Não se tem informações sobre a data do falecimento da Giuditta Conti, mas acredita-se que logo após o nascimento da filha Assunta Maddalena Maria ela veio a falecer, ficando o Antonio Bisaccioni viuvo novamente e que 5 anos após ter enviuvado também faleceu deixando a filha Assunta Maddalena Maria orfã de pai e mãe. Por isso é que meu pai Luiz Nocciolini e os irmãos dele sempre diziam que a mãe deles ficou orfã muito pequena e que ela havia sido criada pelas tias. Talvez essas tias sejam umas tais de Cecilia Collanzi ou Carranzi e a outra Teresa Collanzi ou Carranzi .
Estes eram os nomes que meu avô mencionava quando ia ao cartório do bairro Liberdade sp. registrar os filhos e dava o nome dessas duas senhoras como a mãe da Assunta Maddalena Maria. Talvez nem o meu avô Luigi Cammilo Nocciolini sabia que o nome verdadeiro da mãe de sua esposa era a Giuditta Conti e porisso dava o nome dessas duas senhoras que mencionei acima, como avó materna dos filhos que iam nascendo.