VINCENZO SALERNO IMIGRANTE CALABRES e ESPOSA ANTONIA MARSICANO
Vincenzo ou Vicente Salerno era meu avô materno, casado com Antônia Marsicano. Eram os pais de minha mãe Carmelina Salerno. Meu avô era nascido em Serra San Brunno, província de Catanzaro região da Calábria, Itália. A esposa dele Antônia Marsicano era nascida em San Giovanni a Piro, província de Salerno Itália. Eram imigrantes italianos e se estabeleceram no interior de São Paulo na cidade de Ibiúna nos finais do século 19. Tiveram 10 (filhos) nove brasileiros e apenas uma italiana. O nome dos filhos eram: Salvador, Maria Catarina (italiana), Brazilina, Deolinda, Angelina, Nicolau, Ernestina, Maria Benedicta, Carmelina e Maria Annunciata. Meu avô além de trabalhar na lavoura, com muito sacrifício montou um armazém no centro da cidade de Ibiuna e que naqueles tempos chamavam armazém de secos e molhados. Vendia de tudo, além de cereais vendia também xampus, sapatos etc. Apesar dos negócios irem bem, mas tendo algumas decepções meu avô pretendia voltar novamente para a Itália e como tinha tomado isto como definitivo, vendeu a casa onde funcionava o armazém. Não demorou muito mas talvez foi muito pouco tempo ele ficou muito doente e no dia 22 de julho de 1916 veio falecer deixando minha avó viúva e com 6 filhos ainda menores, alguns com muita pouca idade. - A Angelina com 17 anos, Nicolau com 15 anos Ernestina com 12 anos, Maria Benedicta com 11 anos, minha mãe Carmelina com 9 anos e outra minha tia a Maria Annunciata com 7 anos. Foi um golpe muito grande para minha avó e devido ela ser analfabeta e os filhos não saberem tocar os negócios acabaram perdendo tudo. Tiveram que se mudar da casa onde estava instalado o armazém, pois a casa não era mais dela. A mudança teve que ser as pressas porque o novo dono queria a casa e nada fazia ele mudar de ideia e que a situação agora dela era diferente e muito difícil de resolver. Nada do que era dito o novo dono não aceitava e queria a casa. Isto quem contava eram minhas tias irmãs de minha mãe filhas de minha avó Antônia Marsicano. Segundo o que me foi dito uma ocasião pela minha tia Maria Annunciata, eles fizeram a mudança levando muitas coisas na mão para uma outra casa para instalar o novo armazém que alugaram e era na saída de Ibiúna início da estrada para Piedade. Essa casa era um pouco distante do centro de Ibiúna bem diferente da outra casa e do armazém que era no Largo Marechal Deodoro bem ao lado da igreja católica da cidade. Como disse no início, devido a falta de sabedoria para negócio tanto da Antônia minha avó (analfabeta) como dos filhos nada prosperava. Depois de algum tempo vendo que nada prosperava resolveram se mudar para Votorantim, cidade próxima de Sorocaba, sp. onde minha mãe a irmã dela Maria Annunciata o irmão Nicolau e Salvador se empregaram na fábrica do Pereira Inácio. Apesar de terem moradia com um aluguel barato por conta da fábrica, não ficaram lá e a minha avó veio para São Paulo a convite da filha mais velha a Catarina e a outra filha Ernestina que estavam empregadas na rua do Arouche numa oficina de alta costura que elas chamavam de "Casa Inglesa". Nesta ocasião Catarina e Ernestina desde que vieram para São Paulo estavam morando com a irmã Deolinda que era casada com José Boccato. O José Boccato trabalhava de motorista particular da Baronesa de Limeira. Minha avó então atendeu o convite da filha mais velha e então veio para São Paulo juntamente com os filhos solteiros: Angelina, Nicolau, minha mãe Carmelina e a minha tia Maria Annunciata. Obs. A Maria Benedicta também não veio já estava a pouco tempo casada desde outubro de 1924 com Thomaz George Steagall e morava em Ibiúna. Havia uma outra filha chamada Brazilina, casada com Raymundo Santiago esta também residia em Ibiuna. Um outro filho o mais velho o Salvador não quis vir e ficou lá por Ibiúna. - Aqui as coisas não foram fáceis e minha avó veio falecer em abril de 1927 com 59 anos de idade na rua Senador Felício dos Santos, bairro Liberdade. Havia um dinheiro que o Vincenzo Salerno depositava na Itália. Minha avó ficou sempre na expectativa de receber esse dinheiro e assim sair do sufoco. Morreu e não conseguiu ter posse dele. Só alguns anos depois os filhos receberam e que deu uns 3 contos de réis para cada um. Isso acho que nos anos 1930 ou 1932.
- Minha tia Catarina sempre contava que a irmã dela Maria Benedita Salerno casou em 8 de outubro de 1.924 com Thomaz George Steagall e no dia seguinte ela e a irmã Ernestina vieram para se empregar em São Paulo. - Como já contei elas vieram morar com a irmã Deolinda e o marido desta José Boccato mais chamado de Beppe. - Assim que elas receberam o primeiro salário o cunhado estipulou uma quantia em dinheiro que elas teriam que dar nas despesas da casa. E ficou acertado o seguinte: Catarina como ganhava um pouco mais que a Ernestina daria a metade do salário. A Ernestina como ganhava bem menos que a outra teria que dar todo o salário. - A madame dona da loja em que elas trabalhavam era de uma exigência sem tamanho. Se a costura saia um pouquinho desigual ela mandava desmanchar e refazer tudo. A Ernestina era bordadeira e se o bordado se não estava do agrado dela era todo desmanchado e refeito tudo novamente. - Com tudo isso o salário era pouquíssimo.
Obs. Após alguns anos a Brazilina e Raymundo Santiago com os filhos, Orlando, Dário, Vicentina, Darcy e Jaime também vieram morar em São Paulo.


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